Lava Jato devolve R$ 1 bi à Petrobras e dá “dicas” para eleitor escolher candidato

Cerimônia de devolução para a Petrobras de R$ 1 bilhão da Operação Lava Jato
Foto: Produção

Cerimônia de devolução para a Petrobras de R$ 1 bilhão da Operação Lava Jato

Na cerimônia de devolução de R$ 1 bilhão aos cofres da Petrobras, realizada nesta quinta-feira (9), em Curitiba, a escolha dos candidatos nas eleições de 2018 foi apontada como uma das principais soluções para que os problemas identificados pela Operação Lava Jato não se repitam.

O tom eleitoral dado ao evento foi capitaneado pelo coordenador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, que afirmou que a sociedade precisa “assumir as rédeas” do combate à corrupção. O evento contou com representantes do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Petrobras, Receita Federal, entre outros.

“Cabe aos brasileiros estarem unidos nas eleições de 2018. Sem que a sociedade tome a postura correta, não haverá a troca de rostos corruptos no poder, perpetuando rostos criminosos de que estamos cansados. Esperamos que, em 2019, forme-se um congresso plural por meio da eleição de pessoas de passado limpo, compromisso com a democracia e que apoiem um grande pacote anticorrupção”, diz Dallagnol.

Para tal, Dallagnol sugere que a população adote três critérios no momento de escolher os seus candidatos: passado limpo, compromisso com a democracia e apoio a um pacote de medidas de combate à corrupção.

“Que cada um vote de acordo com a sua preferência partidária. Não existe atalho contra a corrupção. Não adianta flertar contra soluções ditatoriais, a solução se dá por meio da democracia”, avisou.

O valor de R$ 1,034 bilhão é oriundo de 17 acordos de colaboração premiada e 4 leniências (um modelo de colaboração premiada que envolve empresas). Duas situações somaram a maior parte dos recursos: o acordo com a Keppels Fels resultou em R$ 687,5 milhões, firmado em dezembro de 2017.

Outra parte substancial dos recursos se deve à delação do Zwi Skornick (R$ 87 milhões), engenheiro detido na 23ª fase da Operação Lava Jato, junto com Mônica Moura e João Santana (responsáveis pelas campanhas políticas presidenciais da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2010 e 2014) e de leniências.

Lobista, Skornick era conhecido entre integrantes da área de petróleo como o poderoso representante dos Keppel Fels, de Cingapura. Ele foi condenado em processo junto dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que atuaram em campanhas presidenciais do PT.

Skornick foi acusado de participar de um esquema de corrupção envolvendo contratos da empresa Sete Brasil Participações para o fornecimento de sondas para utilização pela Petrobras. O grupo Keppel, segundo a Justiça, pagou propinas no esquema. Parte dos pagamentos foi feita por transferências em contas secretas no exterior e outra parte foi para o PT.

Uma das contas que recebeu quantias era ligada ao casal de marqueteiros. Antes, o dinheiro passava por uma outra conta controlada por Skornicki.

Do total, R$ 259 milhões ainda estão na conta judicial da 13ª Vara Federal de Curitiba, e o restante já retornou, de fato, à estatal.

Desde o início da Operação Lava Jato, uma soma de R$ 2,5 bilhões foi devolvida à Petrobras, o equivalente a 20% do previsto nos acordos de leniência e colaboração firmados em todo o país – que totalizam cerca de R$ 12,3 bilhões.

“Quando se faz acordo com empresas e montantes elevados, a companhia precisa fazer uma programação financeira e os pagamentos podem ser parcelados. Isso explica a diferença entre o que foi recuperado e o montante total”, afirma Dallagnol.

Recursos entram no caixa da Petrobras

O presidente da Petrobras, Ivan de Souza Monteiro, ressaltou que a companhia não se beneficiou dos crimes descobertos pela investigação. De acordo com ele, a estatal está comprometida em receber “cada centavo desviado”.

Os recursos recuperados entram direto no caixa da empresa. “Não temos autoridade para restringir o uso, mas sugerimos que estimule o controle social e mecanismos para evitar a corrupção”, diz Dallagnol.

Segundo a Receita Federal, os malefícios causados pela corrupção também se estendem à sonegação fiscal. De acordo com órgão, as investigações da Lava Jato resultaram em cobranças a pessoas físicas e jurídicas de aproximadamente R$ 17 bilhões. “Há, claramente, uma relação entre corrupção e sonegação fiscal”, diz Gerson D’agord Schaan, coordenador-geral de pesquisa e investigação da Receita Federal.

Acordos com pessoas físicas

Homologados na Justiça Federal do Paraná:

  1. Adir Assad – R$ 3.200,00
  2. Dalton dos Santos Avancini – R$ 144.250,31
  3. Edison Krummenauer – R $ 9.924.563,81
  4. Eduardo Hermelino Leite – R$ 178.658,61
  5. João Antônio Bernardi Filho – R$ 681.263,58
  6. João Ricardo Auler – R$ 116.194,77
  7. José Adolfo Pascowitch – R$ 10.585,09
  8.  Luiz Augusto França – R$ 32.296,53
  9. Marco Pereira de Souza Belinski – R$ 193.779,18
  10. Milton Pascowitch – R$ 21.469,02
  11. Salim Taufic Schahin – R$ 304.130,82
  12. Vinicius Veiga Borin – R$ 32.296,53

Homologados no Tribunal Regional Federal da 4ª Região:

  1. Milton Taufic Schahin – R$ 9.337,62

Homologados no STF:

  1. Otávio Marques de Azevedo – R$ 86.378,55
  2. Paulo Roberto Costa – R$ 1.225.808,86
  3. Paulo Roberto Dalmazzo – R$ 57.585,70
  4. Zwi Skornicki – R $ 87.083.398,71

Acordos de leniência

  1. Keppel Fels – R$ 687.515.847,20
  2. Braskem – R$ 201.279.719,84
  3. Carioca Engenharia – R$ 3.221,52
  4. Camargo Corrêa – R$ 1.032.093,34

Renúncia voluntária

  1. Glauco Colepicolo Legatti – R$ 44.470.860,17

 

Fonte: Notícias UOL

3 comentários em “Lava Jato devolve R$ 1 bi à Petrobras e dá “dicas” para eleitor escolher candidato

  • 11/08/2018 em 14:01
    Permalink

    Será que o Albuquerque e o Gleuber também ressarciram o erário por terem comprado o lixo passadena (treta), quando estavam no Conselho de administração da Petrobras, boquinha que angariaram por entregarem nossos direitos (MP do mal). Tem uma portaria do EB orientando o ressarcimento ao erário, implantação no sisade e tudo mais. Bora CCIEx!

    Resposta
  • 15/08/2018 em 07:12
    Permalink

    ATENÇÃO CANDIDATOS MILITARES

    Sugestões de proposta para a família militar:
    – revogação da MP do mal, até porque MP tem prazo de validade, falta chefe para determinar isso,
    – pagamento dos 28,86%,
    – construção de pnrs;
    – nomeação de Praça ou QAO para ministro do STM, equiparando ao Nr de oficiais;
    – nomeação de Praça como presidente do FHE Poupex, somos a maioria de associados;
    – isonomia na tabela de diárias, indz de transporte e bagagem, aux fardamento, aux de natalidade, pois segundo a CF o que nos diferencia é somente o soldo;
    – lei de promoção de praças até Subntente, pois o planejamento será na confecção dos editais;
    – equiparação de cursos, tempo de guarnição para movimentação e demais benesses aos oficiais ;
    – autonomia aos adjuntos de comando, inclusive na aplicação de recursos públicos;
    – corregedoria Militar Federal, para acabar com os desmandos na força, pois o período colonial já se foi há tempos;
    – aumento de vagas de hotéis de trânsito para ST e Sgt;
    – rancho comum a todos, pois é mantido com recursos público;
    – diminuição do número de generais, condizente com o pib do país;
    – profissionalização do efetivo, para diminuir a força, pois hoje é impraticável um aumento de salário em razão da extensão da força;
    – melhor gestão na aplicação dos recursos públicos, evitar elefantes brancos;
    – ativar linha para denúncia no (MPF) tais como o emprego da força para angariar boquinhas para os chefes e apaniguados, ainda, denúncias de interferências de esposas de militares na administração pública federal e em assédio moral;
    – isonomia de aumento salarial com todas as carreiras do estado;
    – porte de arma para todos militares, exceto soldado EV, pois é vergonhoso é motivo de piada o militar não poder portar uma arma;
    – utilização realmente social do FHE Poupex para aumentar o patrimônio de todos militares, na construção de casas para todos militares com parcelas melhores que os bancos públicos;
    – emprego correto da atividade de inteligência, criminalizando e responsabilizando o uso da inteligência para perseguições pessoais;
    – escala de serviço para todos, do general até o soldado EV, sem distinção;
    – proibir o lobby em todas as instituições e criminalizar o lobby na justiça;
    – RACE com a participação de Praças;
    – valorizar estudo superior e pós graduação, bem como, os militares que estão na tropa;
    – tempo de guarnição limite de Brasília DF de três anos, sendo inflexível à qualquer desculpa de não cumprimento desta determinação;
    – ressarcimento ao erário dos prejuízos causados pela compra de Pasadena,
    – abolição do pttc; e
    – demais sugestões dos praças aos candidatos militares.

    Resposta
  • 16/08/2018 em 18:11
    Permalink

    Abertura de todos arquivos da inteligência, que persegue movimentos sociais e nada sabe sobre as falcatruas dos poderosos! Se não fosse a PF o Brasil estaria no fundo do poço, porque o EB é elitista e os comandantes adoram uma boquinha!

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.