GENERAL MOURÃO E A INTERVENÇÃO MILITAR

No último dia 15 de setembro, o General Mourão voltou ao centro da polêmica, quando defendeu Intervenção Militar, durante palestra a Maçonaria.

O General Mourão voltou a apresentar o seu descontentamento com a condução do País, por meio dos Poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário), em palestra no último dia 15 de setembro (sexta-feira) para Maçons. Mourão já havia demostrado o seu descontentamento em 2015, quando defendeu “o Despertar da Luta Patriótica”.

Daquela feita, em 2015, o General “Linha Dura” foi afastado do Comando do maior contingente de tropa do Exército Brasileiro, Comando Militar do Sul, sendo encostado na Secretaria de Economia e Finanças do Exército. Em verdade, um duro “golpe”, a um Líder Militar Forjado para o Combate.

Quanto à polêmica atual, não há o que olvidar quanto ao ideal intervencionista do Oficial. Mourão sustentou, em 3 eixos, a sua convicção que, se os Poderes da Nação não chegarem a uma solução, às Forças Armadas a terão, ainda que não saiba o momento exato, mas com a certeza que será dolorosa:
O primeiro: que o Comandante do Exército entende a participação das ações das Forças Armadas, baseadas na Legalidade, Legitimidade e em não criar convulsões para o País;
O segundo: que os seus homólogos, do Alto Comando, possuem entendimento análogo ao seu; e
O terceiro: que existe planejamento nas Forças Armadas para que ocorra a Intervenção Militar.

VERITAS E ILLUSIOS

O Comandante do Exército, reiteradamente, apresenta firme posição de que não há “aventuras”, divorciadas do Estado Democrático de Direito. Enfaticamente tem demonstrado que às Forças Armadas estão “vacinadas”. Assim, demonstra que não existirá qualquer espécie de Intervenção ou Ditadura Militar. Entendimento lógico, uma vez que a Constituição do Brasil de 1988 garante a mais plena Democracia e não dá guarida a qualquer ideologia Intervencionista. Lembrando que nos idos de 1964 existia preocupação com o Comunismo e, por consequência, apoio a Intervenção Militar pela Imprensa, Igreja e Família, além de apoio externo dos EUA. Totalmente diferente da Sociedade do Brasil atual, que não tutela ou apoia Governos Militares ou Totalitários.

Em recente episódico, de controvérsia entre Oficial General e Magistrado, quando de vistorias de Presídios, pelo Exército Brasileiro em GLO, ainda saibamos que por pura vaidade e egos, os Oficiais Generais expressaram publicamente apoio ao General envolvido, inclusive o próprio Comandante do Exército Brasileiro, fez questão de manifestar-se em redes sociais. Então ou o General Mourão foi traído por seus Pares ou esses se Acovardaram ou os “4 Estrelas”, jamais comungaram dos ideais “Mourãorista”.

Dos dois últimos parágrafos é notória, até mesmos as mentes mais apaixonadas para o retorno de “Ditadura Militar”, que os Planejamentos para a citada Intervenção Militar, não saiu ou não passou da Residência Oficial do General, no “Forte Apache”. Lembramos que até mesmo o Clube Militar silenciou-se. Assim, isolaram e aterraram o “Mourão”.

   

“O QUE ACONTECERÁ AO GENERAL E O QUE ELE REPRESENTA”

Sinceramente, nada, absolutamente nada acontecerá ao General Mourão que em breve vestirá o “pijama”. O Comandante do Exército Brasileiro, a quem cabe à decisão disciplinar, é sabedor que, uma punição disciplinar ao General, ressoará como ato de covardia, dentro e fora dos “Muros”. Já o Ministério Público Militar, o Fiscal da Lei na Caserna, não mexerá nessa “casa de vespeiro”, até mesmo, pela inconstitucionalidade do Art. 166/CPM, aplicado comumente a baixas Patentes e Praças, jamais a Oficial General.

Ainda que tenha insuflado, por meios não muito Republicanos, MOURÃO é tratado como General, com “G” maiúsculo. O General é Líder Nato e seguido por seus subordinados, pois comanda na fronte e dá exemplo. Sua fala, apenas representa o descontentamento de uma população que só tem uma Bandeira, justamente a do Brasil, e que se encontra cansada e indignada com toda a roubalheira, corrupção e desgoverno, buscando um “Cabral” a seguir, longe dos atuais representantes.

“O QUE FICA DE APRENDIZADADO”

Ao General MOURÃO entender, de uma vez por todas, que no Brasil não se aceita Intervenção Militar, uma vez não ser esse o papel das Forças Armadas no Estado Democrático de Direito. Candidatar-se no próximo pleito eletivo e assim buscar e participar “Republicanamente” da Política do Brasil, como fazem os Militares dos Estados Unidos da América.

Aos condutores da Política interna das Forças Armadas, olhar para dentro, ou como dizem: “para o próprio umbigo”. A Tropa clama por correções urgentes que afetam enormemente o “Moral da Tropa”, como a questão salarial, necessidade urgente de Plano de Carreira, definido em Lei, para os Subtenentes/Suboficiais e Sargentos das Forças Armadas, como ocorre com os Oficiais. Comunga também, o descaso para com os Reservistas da Pátria, militares que prestam o Serviço Militar ao Brasil e que são Licenciados anualmente das Fileiras Militares, com “mão na frente e outra atrás”, estando fortemente em grupo de risco, pois são aliciados por Milícias e Crime Organizado, corroborando de forma significativa com a piora da desgraçada Paz Social.

7 comentários em “GENERAL MOURÃO E A INTERVENÇÃO MILITAR

  • 24/09/2017 em 21:41
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    Desejo sorte ao Companheiro neste seu Blog. Companheiro que lutou e luta pela legalidade nas promoções de subtenentes a QAO no Exército Brasileiro.

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    • 25/09/2017 em 00:07
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      Parabéns ao companheiro ten Messias pela criação deste log, que possamos nos unir cada vez mais, é o meu desejo, seja através deste BLOG, seja através de outras ferramentas de comunicação para lutar por uma melhoria na carreira dos subtenentes e sargentos, como também uma maior valorização deste segmento.

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  • 25/09/2017 em 02:48
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    Parabéns Messias pelo blog muito interessante.

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  • 25/09/2017 em 10:56
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    EXCELENTE !!!
    Infelizmente o Gen Mourão foi ignorado pela grande mídia
    . Porquê na verdade eles têm medo desse assunto.

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