General tira mulheres da lista de candidatos da caserna às eleições 2018

Nota do Editor: beira discriminação, a não inclusão das dependentes de militares na lista de candidatos das Forças Armadas às eleições 2018 – Todas com histórico de lutas – É medo da compete concorrência dessas guerreiras?

“Não bastassem as dificuldades naturais de uma campanha eleitoral, Kelma Costa e Mirian Stein – representantes históricas das demandas das Forças Armadas – encontram um obstáculo adicional: estão fora da relação de candidatos organizada pelo General Peternelli (ele próprio candidato) sob a alegação de que não são militares.

Aprendi no Exército que regulamentos são trilhas, não trilhos. Existem muitos casos em que o discernimento e a sensatez se impõe à letra fria da lei. Entendo que, no atual cenário político em que os fardados estão em alta, apareçam oportunistas tentando ‘pegar carona’ nas candidaturas militares. Esses aventureiros deve ser barrados e, para isso, a regra estabelecida serve muito bem.

Da esquerda para a direita: Kelma Costa, Ivone Luzardo, Genivaldo Silva e Mirian Stein: guerreiros de primeira hora

No caso destas duas guerreiras, abrir uma exceção é questão de bom-senso. Todos sabemos que elas, mais Ivone Luzardo e Genivaldo Silva, são batalhadores de primeira hora das demandas das Forças Armadas, num esforço que começou muito antes das candidaturas militares virarem moda. Genivaldo, por ser militar da reserva, está na lista. Não obtive confirmação sobre a candidatura de Ivone. Mas Kelma e Mirian conquistaram com louvor o direito de serem representantes dos militares. Ambas concorrem à uma vaga na Câmara, Kelma por Minas e Mirian pelo DF. Ponha elas na lista, general!

Nota do editor: tentei contato com o General Peternelli, mas não obtive resposta até a publicação desta postagem. O blog está a disposição para eventuais manifestações sobre o tema”.

5 comentários em “General tira mulheres da lista de candidatos da caserna às eleições 2018

  • 30/07/2018 em 14:38
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    Evidente que o ilustre general fazedor da lista de candidatos, está agindo igual ao cabo auxiliar do sargenteante, manipulando a rela. em prol do seu interesse e não da causa

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  • 30/07/2018 em 17:49
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    Os QEs, que foram muito bem representados por essa senhora farão justiça e a elegerá. Ela acreditou mesmo que por ser dependente de praça não seria tratada como praça? Por não ser militar não sentiria o gostinho amargo do descaso? Só digo: ou vc puxa o saco deles, como muitos, e eles deixarão algumas migalhas para ti manter interessada ou vc corre por fora e ele farão tudo para ti destruir. Se adapte! e na hora certa, não tenha piedade. Pois, eles não tem receito de pisar nos praças!!!

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  • 30/07/2018 em 19:05
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    Sugestões de proposta para a família militar:
    – construção de pnrs;
    – nomeação de Praça ou QAO para ministro do STM, equiparando ao Nr de oficiais;
    – nomeação de Praça como presidente do FHE Poupex, somos a maioria de associados;
    – isonomia na tabela de diárias, indz de transporte e bagagem, aux fardamento, aux de natalidade, pois segundo a CF o que nos diferencia é  somente o soldo;
    – lei de promoção de praças até Subntente, pois o planejamento será na confecção dos editais;
    – equiparação de cursos, tempo de guarnição para movimentação e demais benesses aos oficiais ;
    – autonomia aos adjuntos de comando, inclusive na aplicação de recursos públicos;
    – corregedoria Militar Federal, para acabar com os desmandos na força, pois o período colonial já se foi há tempos;
    – aumento de vagas de hotéis de trânsito para ST e Sgt;
    – rancho comum a todos, pois é mantido pelo recursos público;
    – diminuição do número de generais, condizente com o pib do país;
    – profissionalização do efetivo, para diminuir a força, pois hoje é impraticável um aumento de salário em razão da extensão da força;
    – melhor gestão na aplicação dos recursos públicos, evitar elefantes brancos;
    – ativar linha para denúncia no  (MPF) tais como o emprego da força  para angariar boquinhas para os chefes e apaniguados, ainda, denúncias de interferências de esposas de militares na administração pública federal e em assédio moral;
    – isonomia de  aumento salarial com todas as carreiras do estado;
    – porte de arma para todos militares, exceto soldado EV, pois é vergonhoso é motivo de piada o militar não poder portar uma arma;
    – utilização realmente social do FHE Poupex para aumentar o patrimônio de todos militares, na construção de casas para todos militares com parcelas melhores que os bancos públicos;
    – emprego correto da atividade de inteligência, criminalizando e responsabilizando o uso da inteligência para perseguições pessoais;
    – escala de serviço para todos, do general até o soldado EV, sem distinção;
    – proibir o lobby em todas as instituições e criminalizar o lobby na justiça;
    – RACE com a participação de Praças;
    – valorizar estudo superior e pós graduação, bem como, os militares que estão na tropa;
    – tempo de guarnição limite de Brasília DF de três anos, sendo inflexível à qualquer desculpa de não cumprimento desta determinação;
    – abolição do pttc; e
    – demais sugestões de militares aos candidatos militares.

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    • 30/07/2018 em 21:46
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      Você Praça que vai votar em candidatos generais acredita que eles atenderão alguma desta pauta? Ainda, alguma desta pauta é absurda?

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    • 09/08/2018 em 10:55
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      Concordo. Com a promulgação da tão esperada e mais q tardia “Lei do cargo de Praça das F.A.” e sua posterior regulamentação podendo ser por Decreto, sairíamos dessa humilhante referência da Carreira Militar, que é propagada para o público civil, como se ela existisse; imaginem um soldado podendo galgar até o posto de general, é brincadeira! A carreira correria paralela com mesmos interstícios da de oficial e soldos não ultrapassando uma diferença máxima de 20% de modo q um suboficial ganhasse ao final da carreira um soldo maior que o de um major e menor q um coronel. Aí se começaria a darem respeito aos PAU PRA TODA OBRA, como respeitam a PRF, PF, e as digníssimas PM dos estados.

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