Com diploma falso, mulher foi Tenente farmacêutica da Marinha por 8 anos

O Conselho Especial de Justiça da Auditoria de Bagé, localizada no Rio Grande do Sul, condenou por unanimidade uma ex- tenente da Marinha do Brasil que durante cerca de oito anos exerceu ilegalmente a profissão de farmacêutica. A ex-militar utilizou um diploma falso para participar de processo seletivo e, consequentemente, ingressar nas Forças Armadas.

O crime, segundo consta na denúncia feita pelo Ministério Público Militar (MPM), aconteceu entre os anos de 2007 e 2015, período em que a ex-militar recebeu remuneração pelo exercício ilegal da profissão. A quantia indevida ultrapassou R$ 950 mil.

A acusada servia no 5º Distrito Naval, mais especificamente na Divisão de Laboratório e Farmácia, seção que desenvolve funções ligadas diretamente à área de saúde. A fraude foi descoberta após uma inspeção realizada na unidade militar pelo Conselho Regional de Farmácia do Rio Grande do Sul (CRF/RS), no ano de 2014. Após consultar a numeração de registro da suposta profissional, constatou-se que a mesma não estava cadastrada junto ao conselho de classe.

No âmbito das investigações conduzidas e apresentadas pelo MPM, constatou-se que não só a acusada não possuía registro junto ao CRF como também o diploma que apresentou para participar de seleção era falso. “Assim, conclui-se que a denunciada artificiosamente induziu a administração militar em erro com o fim de obter vantagem ilícita ao viabilizar seu ingresso na Marinha, onde serviu por mais de oito anos como farmacêutica, qualificação que ficou totalmente demonstrada que não possui”, concluiu o MPM na denúncia.

A ex-militar foi condenada pelos crimes de estelionato, artigo 251 do Código Penal Militar (CPM) e supressão de documento (artigo 316 do mesmo Código), neste último por ter ocultado documento que retardou as investigações a respeito de seu registro profissional junto ao CRF/RS.

No decorrer da ação, foi processada medida cautelar de sequestro de bens móveis e imóveis em nome da acusada, a fim de garantir o ressarcimento ao Erário do máximo possível do prejuízo causado.

A ex-militar foi condenada a seis anos e vinte e quatro dias de reclusão pelos crimes, tendo sido fixado o regime prisional inicial semiaberto para o cumprimento da pena.

Na sentença, ficou sinalizado que a autoria e materialidade estavam confirmadas, restando provado que a ex-tenente tinha consciência da ilicitude do fato, o que culminou com seu decreto condenatório.

Da referida decisão cabe recurso de apelação ao Superior Tribunal Militar (STM).

5 comentários em “Com diploma falso, mulher foi Tenente farmacêutica da Marinha por 8 anos

  • 27/06/2018 em 13:23
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    Se procurar acha muito mais! O nível de desempenho de muitos profissionais, Sgr ou Of Tec Tmpr, é vergonhoso. Será que realmente são o que dizem???? Ou está aproveitando um bando de velhos babões que os mimam. Esse é o futuro do EB, o proprietário, donos, sócios majoritários… Of, não está nem ai para a empresa. Só querem se servirem do sangue da nação.

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  • 27/06/2018 em 16:19
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    Engraçado, o diploma de ensino médio, do pracinha, o EB manda a CIA investigar. Esses aí, passam de boa. Outra: fica provado que para ser oficial não é necessária nunhuma formação. Durma-se com isso.

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  • 30/06/2018 em 11:44
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    Diploma para que? Esses Temporários apadrinhados chegam na Unidade não sabendo nada da Administração Militar, nós é temos que ensinar todo o trabalho. Há dois anos chegou um Sargento Temporário na seção, ensinamos tudo, desde algumas dicas sobre ser militar como os trabalhos atinentes. Não sabia se quer se expressar como um superior. Bom! hoje Ele é nosso chefe. Fez a seleção para OTT e voltou. Continua o mesmo, apenas seus trabalhos foram distribuídos na seção.
    Como sempre digo: A vida continua.
    “NOSSOS CHEFES ESTÃO PREOCUPADOS COM A NOSSA CARREIRA”, quem viver, verá!

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  • 30/06/2018 em 18:35
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    Imagine no Exército, que nem concurso faz para contratar os OTT’s.

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