FRACASSA TRATATIVAS PARA A FORMAÇÃO DE FORÇA TAREFA FEDERAL PARA O COMBATE AO CRIME NO RIO DE JANEIRO. “O que há de Podre no Reino da Dinamarca?”

                No final de julho, o Presidente Michel Temer, decretava o emprego das Forças Amadas, no   Combate ao Crime no Rio de Janeiro, em  apoio aos Órgãos de Segurança Pública daquele Estado.  Passados 2 meses, pergunta-se, o que fez o Ministro da Defesa solicitar a Formação de Força Tarefa Federal e a Procuradora Geral da República recuar ao pedido?

OPERAÇÕES POLÍTICAS E A FALTA DE PLANEJAMENTO

Os Governos Federal e Estadual usaram os holofotes das “Operações”, como tábua de salvação ou mais um motivo de propaganda, na tentativa de salvar a própria pele, desviando a atenção de seus julgamentos em processos judiciais e políticos. Não que as Operações não sejam necessárias, mas também não há o que se olvidar que às Forças Armadas serviam apenas como “Garoto Propaganda” para repercussão midiática.

As Operações Conjuntas se iniciaram sem o devido planejamento, especialmente no tocante aos aspectos legais e de Inteligência. Assim, as Forças Armadas, ingressaram nas Operações sem a certeza de como iriam atuar, quais seriam as suas competências e atividades a desenvolver ao longo do período decretado.

FORÇAS ARMADAS USADAS COMO FORÇAS AUXILIARES

Na inobservância de planejamento e por conveniência, as Tropas Federais foram usadas a “Periferia das Operações”, com efetivos vultosos, em torno de 5 Mil homens, cumprindo às determinações do Secretário de Segurança Pública do Governo do Rio de Janeiro,  especialmente, de cerco para o cumprimento de mandados de prisões, realizados, exclusivamente, pela Polícia Civil e ainda, usadas no patrulhamento de vias de trânsito. Muito longe do que verdadeiramente se espera das Forças Armadas, ou seja, intervenção que garanta a apreensão de armamentos de grosso calibre, a disposição do crime organizado e, por consequência, prisões de criminosos.

O DESGASTE TRAZIDO PELA CÚPULA DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA

Sem embargo, a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, trouxe desgaste à imagem das Forças Armadas, especialmente para o Exército Brasileiro. A iniciar, quando a Polícia Civil divulgou a Imprensa, conversas grampeadas (diga-se em tempo recorde), envolvendo Militares do Exército, sobre as Operações. Fato preponderante foi quando prenderam um Soldado Recruta e o atribuíram ser o informante do Crime Organizado e Milícias. Tal fato serviu de “chacota” nos Quartéis e Sociedade, pois não há quem acredite que um “Infante” (principiante), participe de Reuniões e Planejamentos de Emprego de Tropa, ou seja, uma espécie de Especialista ou Agente Infiltrado, a lá “007, CIA e KGB”. Porém, “MR BEAN” seria o personagem melhor identificado nesse episódico.

Por sua vez, o Secretário de Segurança Pública e o Delegado Chefe da Polícia Civil, demonstram trabalhar contra a participação das Forças Armadas, pois atribuíram o insucesso inicial das Operações às Tropas Federais. Também ditaram a Imprensa e em Redes Sociais, que preferiam verbas a Tropas Federais, chegando a insinuar que as Forças Armadas “denunciam” as Operações.

Em verdade, um duro “Golpe”, não digerido pelos Comandantes Militares que, sustentados pelo Ministro Raul Jungmann, passaram a boicotar as Operações Conjuntas. Atitude ainda que pareça reprovável, totalmente plausível, uma vez que os responsáveis pela Segurança Pública demonstraram entender que os Órgãos Policiais do Estado seriam suficientes. Infelizmente quem sofre é a População do Rio de Janeiro que urge para que se garanta o seu sagrado Direito Fundamental de “ir e vir”.

QUAL A SOLUÇÃO PARA O EMPREGO DAS TROPAS FEDERAIS

Como partida é fortemente necessária à exoneração do Secretário de Segurança Pública e do Delegado Chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Em verdade, ambos não estão preocupados em resgatar a Paz Social ao Povo Fluminense. Verdadeiramente estão apenas preocupados em garantir, exclusivamente, imagem que apenas às Polícias Civil e Militar, poderão trazer a Paz ao Estado, embora todos os dados e fatos demonstrem ao contrário.

O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, propenso candidato ao Governo de Pernambuco, dessa feita, ouvido os Comandantes Militares, acertou quando solicitou a Procuradora Geral da República, formação de Força Tarefa Federal para tratar exclusivamente do Combate ao Crime no Estado do Rio de Janeiro. Forte assertiva, uma vez da existência de crimes de interesse Federal, especialmente: Corrupção e Lavagem de Dinheiro, Tráfico de Armas, Tráfico de Drogas, além do emprego de Tropas Federais; que garante e justifica a atuação do Ministério Público Militar, justamente o Parquet, com menor índice de trabalhos, em todos os ramos do Ministério Público da União. Também, essa Força Tarefa, garantiria Operações Próprias das Forças Armadas, a exemplo, a ocupação, a desarticulação e a destruição de “Cachês” ou “LAM” (Local de Apoio a Missão) na Região de Mata ou Floresta e “Casamatas “no Morro, com a apreensão de armamentos e a Captura de bandidos, uma vez que é sabido, não faltar pessoal e equipamentos especializados nas Forças Armadas.

QUAL O MOTIVO DE RECUO PARA A FORMAÇÃO DA FORÇA TAREFA

 Raquel Dodge foi orientada por pessoas próximas na PGR, a não atender o pedido conjunto dos Ministérios da Defesa, Justiça e Gabinete de Segurança Institucional, encabeçado pelo primeiro. Os supostos motivos são em virtude que o Combate ao Crime no Rio, não atrairia os holofotes ao Parquet, como ocorre na Lava-Jato.

Outro motivo são os riscos com a segurança dos membros, julgados atualmente, como o “Quarto Poder”, que são na verdade Fiscal da Lei e Acusador em sua essência, conforme atribuições previstas na CF/88. Entendem que o Rio de Janeiro é um “Combate”Sem Fim” e, ainda, que essa Força Tarefa atingirá parte da Cúpula da Segurança Pública no Estado.

Esse é o Retrato de um País Egoísta e Corporativista, pela própria Natureza”.

 

Próxima chamada. Pergunta-se: como ficará a situação dos militares das Forças Armadas, após as Operações? Arriscamos a opinar: acuados, com medo e, pior, desarmados sem poder garantir sua segurança e de seus familiares, pois sequer tem direito a portar Arma de Fogo. Trataremos desse assunto em matéria própria!

13 comentários em “FRACASSA TRATATIVAS PARA A FORMAÇÃO DE FORÇA TAREFA FEDERAL PARA O COMBATE AO CRIME NO RIO DE JANEIRO. “O que há de Podre no Reino da Dinamarca?”

  • 28/09/2017 em 00:39
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    Ao, meu ver as forças armadas, foram só para garantir a segurança do Rok RIO isso sim, uma espécie de tampa buraco.

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  • 28/09/2017 em 01:13
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    Eu sou Mourão, sou intervencionista

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  • 28/09/2017 em 03:07
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    Bastante interessante a analise. Que há uma subversao de papeis nao temos dúvidas. Lamentavel tratar da segurança publica dessa forma. Cada povo tem o dono que merece.

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  • 28/09/2017 em 14:49
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    Parabéns pelo Blog! Que opiniões, mesmo antagônicas, acerca das matérias se dêem em um ambiente de cordialidade e urbanidade. Respeitosamente, amigo Denis.

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  • 28/09/2017 em 14:58
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    Parabéns pela iniciativa do Blog!Que opiniões antagônicas sejam publicadas com a devida cordialidade e urbanidade.Respeitosamente,amigo Denis

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  • 28/09/2017 em 15:25
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    Concordo plenamente com essa observação. O pessoal da esfera estadual não está comprometido com a solução de problemas naquele estado. E pelos motivos e outros, tentam prejudicar a imagem do Exército. Infelizmente a atual conjuntura política não colabora pois o país conta com elementos em sua liderança que buscam uma tábua de salvação e irão usar como cortina de fumaça qualquer distração disponível. Incluindo e não limitado ao axincalhe as forças armadas. Excelente Blog e esperamos mais textos para os debates.

    Grande abraço!

    Correa

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  • 28/09/2017 em 20:14
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    Governo fracassado : usando as forças armadas para desviar a atenção do seu fracasso.

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  • 28/09/2017 em 22:52
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    Ao, meu ver as forças armadas serviram para, fazer a segurança do Rok RIO sem saberem o não?

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  • 29/09/2017 em 16:21
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    Excelente reflexão do Messias Dias, só uma verdadeira intervenção federal no Rio de Janeiro para tentar resolver o problema da segurança pública, pois, do contrário, nunca será resolvido e ainda vão acusar as FFAA de ineficiência.

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