Impunidade no Exército: Sargento Mulher Denuncia Tenente por Assédio

Sargento denuncia tenente por assédio sexual no Exército em Juiz de Fora
Segundo ela, superior a tocava sem autorização e fazia insinuações. Exército declarou que não compactua com qualquer conduta indigna de seus integrantes.

MGTV
Juiz de Fora (MG) – Uma sargento, que teve a identidade preservada, denunciou os superiores por assédio sexual dentro do 4º Departamento de Suprimentos (Dsup) do Exército em Juiz de Fora. Segundo ela, o caso teve início em 2016 e partiu de um tenente. De acordo com o advogado do suspeito de crime, foi aberto um inquérito na Justiça Militar para apurar o caso e, enquanto o processo está andamento, ele segue trabalhando.
Através de nota, o Exército afirmou que quando teve conhecimento do caso pelo advogado da sargento informou à 4ª Região Militar em Belo Horizonte a situação e que na época já estava em curso um procedimento administrativo para apuração dos fatos. Ainda conforme o texto, o assunto foi encaminhado para a Justiça Militar. O Exército também declarou que não compactua com qualquer conduta indigna dos integrantes.
Denúncia
“Eu estava sempre no armazém conferindo mercadoria e quando ntrava na sessão dele para pegar alguma via ou algum empenho ele me tocava sem a minha autorização. Dava tapa no meu bumbum, dizia que eu gostava, que sabia que eu gostava e queria mais”, denunciou a sargento.
De acordo com a oficial, o assédio foi feito pessoalmente e depois seguiu acontecendo também virtualmente através das redes sociais. A sargento alegou ter aceitado manter o contato para consolidar provas de que ela era assediada e, nas conversas, disse que ele se insinuava e ela negava ter vontade de estabelecer relacionamento.
Reprodução MGTV
Para solucionar o caso, a denunciante decidiu recorrer à Justiça. Para isso procurou ajuda de um advogado especialista em Direito Militar. O profissional, no entanto, não foi reconhecido pelo Exército como representante legal da denunciante. Mesmo assim, a instituição abriu uma sindicância e concluiu que o assédio sexual ocorreu.
Afastamento
Com o andamento do processo, a sargento alega que começou a receber punições dentro do quartel. Com depressão, a militar conseguiu se afastar com licença médica de 60 dias. Mesmo assim, a sargento disse ao MGTV que era obrigada a se apresentar pelo menos uma vez por semana, sob o risco de ser presa em caso de descumprimento.
“Hoje eu entendo porque muitas mulheres são estupradas e não denunciam, são agredidas e não denunciam, porque eu tenho o tempo inteiro que provar que eu sou uma pessoa decente e que não merecia aquilo, como se o simples fato de eu dizer ‘não’, não bastasse”, completou.

3 comentários em “Impunidade no Exército: Sargento Mulher Denuncia Tenente por Assédio

  • 04/04/2018 em 12:03
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    Este é o Exército. Se um praça desagrada os oficias é perseguido dentro do quartel. Mesmo se os oficiais estiverem errados.

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  • 05/04/2018 em 21:52
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    Não entendi a parte que diz “O profissional, no entanto, não foi reconhecido pelo Exército como representante legal da denunciante”. Se o advogado está devidamente inscrito na OAB e tem uma procuração da vítima, quem disse que precisa do reconhecimento de alguém? Essa situação é tão grave quanto o assédio em si, e se fosse comigo denunciaria na hora ao Ministério Público e à OAB por desrespeitar prerrogativas do advogado. Sou praça, Bacharel em Direito, e quando for para a reserva e começar a advogar não vou aceitar que ninguém, repito ninguém, pode ser coronel, general ou quem quer que seja, desrespeite minhas prerrogativas de advogado talvez por achar que como praça não posso exigir de um superior hierárquico que a lei seja cumprida… se isso acontecer, ele vai ter que engolir a vaidade e aceitar por bem ou por mal que quem está ali representando o cliente não é o militar da reserva mas sim o ADVOGADO.

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  • 06/04/2018 em 09:05
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    Não só prevaricacão

    É condescendência criminosa por parte dos agentes superiores do militar que praticou o crime

    Temos ainda o favorecimento pessoal e o favorecimento real

    Se fosse praça………….@##&***

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