Quartel do crime: 8 Oficiais réus por corrupção e quadrilha no 4º D Sup – (Cel, Cap, Ten)

Juiz de Fora (MG) – A Justiça Militar da União acolheu a denúncia contra nove militares da ativa e da reserva, por fraudes em licitações ocorridas no 4º Depósito de Suprimento, com sede na cidade mineira.
Muito além da “química”
Na decisão, a juíza-auditora Maria do Socorro Leal afirma que “na análise das provas, verifica-se a descrição da configuração de vários crimes, nas licitações realizadas no DSup, que ultrapassam, inclusive a mera prática de química, assim entendida como a transformação de crédito destinado á compra de um determinado item em outro diverso”. Além da caracterizaçao do crime de fraude à licitação,  a juíza admite a imputação das condutas de estelionato, corrupção ativa e  violação de dever funcional.
“Há elementos indicando a ocorrência de severos prejuízos à administração militar, como foi exaustivamente relacionado pelo MPM, embasado nas perícias, auditorias, documentos, testemunhas e nas transcrições dos áudios mencionados na denúncia”, afirma a magistrada.

 

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Dois coronéis e um capitão são investigados por suposta fraude em licitação em um Depósito do Exército

Moralidade pública
Segundo o MPM, “embora os denunciados evitassem ao máximo a publicidade de suas manobras espúrias, a confluência clara, aguda e entrelaçada de atos ilícitos fora descortinada a partir do espirito de moralidade pública de [um tenente e um subtenente] ouvidos como testemunhas”.
Denúncias
Os ilícitos citados na denúncia do Ministério Público Militar tiveram início em 2014 e se estenderam até novembro do ano seguinte, quando o Diretor do Depósito foi afastado, após duas denúncias anônimas.
‘Noves fora’
São nove os indiciados: um coronel (ex-diretor), um tenente-coronel, dois capitães e um tenente de carreira, além de três tenentes R/2 e um segundo sargento. Visando evitar possíveis questionamentos jurídicos ao autor do Blog, os nomes não serão citados nesta fase do processo.
Unidade “problemática”
O 4º D Sup é a unidade do Exército que melhor atende à definição de “problemática”.
Em 2013, armas recebidas na Campanha do Desarmamento e que deveriam ter sido destruídos no DSup retornaram para as ruas, desviadas por militares da unidade.
No mesmo ano, um recruta matou um colega com um disparo acidental, durante o serviço de guarda.
Em 2014, nove pessoas, entre elas três militares, foram condenadas pelo desvio de 60 toneladas de alimento.
Nota do Editor: segue a decisão da JMU, com os nomes dos envolvidos, no recebimento da denúncia, contra coronéis, capitão, tenentes e sargento: VEJA O RECEBIMENTO DE DENÚNCIA (CLIK)

13 comentários em “Quartel do crime: 8 Oficiais réus por corrupção e quadrilha no 4º D Sup – (Cel, Cap, Ten)

  • 29/04/2018 em 19:20
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    E o Comando em Brasília não sabia de nada? Nessas horas o CIE não ouviu, não viu, nem falou. Fosse um praça trabalhando depois do expediente, haveria um relatório completo. Vergonha!

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    • 30/04/2018 em 16:09
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      O CIE está a serviço de proteger a imagem dos oficiais!!!

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      • 18/05/2018 em 15:29
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        “Os métodos de fraudes são os mais variados e recorrentes em qualquer órgão público, mas sobretudo nos quarteis onde via de regra prevalece o “R – quero” (gíria militar para definir que se o comandante quer, que se providencie de qualquer jeito, custe o que custar, e sem as digitais dele…isso é obvio). Já imaginou um país inteiro governado por homens assim? Basta ver o recente caso revelado de Geisel… ele “não sabia de nada… as coisas aconteciam sem ele saber…”. Nada mudou… só os tempos; nunca as práticas.” Concordo plenamente, as maiores sujeiras estão debaixo dos “salão de honras” e é determinado pelo comando, mas quando o bicho pega sempre querem se livrar e botar a culpa em alguém “praça”! Pracinhas da inteligência são capitães do Mato!

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  • 29/04/2018 em 21:04
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    Os bandidos com estrelas e gemadas nos ombros estao sendo expostos. Mais isso nao e so em um quartel nao, sao em varios. Hipocritas e falsos moralistas, querem cobrar o certo de sua tropa, mais nao passam de ladroes.

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  • 29/04/2018 em 21:05
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    Os bandidos com estrelas e gemadas nos ombros estao sendo expostos. Mais isso nao e so em um quartel nao, sao em varios. Hipocritas e falsos moralistas, querem cobrar o certo de sua tropa, mais nao passam de ladroes.

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  • 29/04/2018 em 22:53
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    É revoltante….Nós praças herdamos a imagem de vagabundos, de pessoas das piores espécies…até o nome pejorativo e discriminatório a gente herdou.. “praças”. Criaram até a medalha de praça mais distinta, a fim de diminuir o preconceito e a discriminação, abrindo a possibilidade de entre nós existir militares ilustres, ínclitos, notáveis, perceptíveis, etc. Por outro lado afirma também que entre nós há indistintos. Não é difícil também verificar que os regulamentos disciplinares nos tratam como verdadeiros vagabundos e indisciplinados. Os oficiais não!!! Entre eles, sem distinção, são considerados homens íntegros, honestos, respeitadores, inteligentes, cumpridores de suas obrigações, por fim exemplo pra toda o restante da tropa. Oh EME, que tal criarmos a medalha de oficial mais distinto?

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  • 29/04/2018 em 23:49
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    O QUE O MPM PODE FAZER POR VOCÊ?
    O QUE É CRIME MILITAR?
    Os crimes militares de competência do Ministério Público Militar são aqueles praticados por integrantes das Forças Armadas – Exército, Marinha e Aeronáutica – no exercício da atividade funcional. Também são considerados crimes militares aqueles cometidos por militar da reserva, reformado, ou por civil, contra as instituições militares, neste caso contra a ordem administrativa militar. As infrações praticadas contra o patrimônio das Forças Armadas, como fraudes previdenciárias de pensionistas das FFAA ou irregularidades em licitações conduzidas pelas Forças, também são da área de atuação do MPM.
    Além dos crimes militares, o MPM é responsável, pelo controle externo da atividade policial judiciária militar e pelo inquérito civil objetivando a proteção, prevenção e reparação de dano ao patrimônio público, ao meio ambiente, aos bens e direitos de valor histórico e cultural, a proteção dos interesses individuais indisponíveis, difusos e coletivos, e a proteção dos direitos constitucionais no âmbito da administração militar.
    QUANDO ACIONAR O MPM?
    Sempre que verificada a ocorrência de um crime militar, o Ministério Público Militar deve ser acionado. Abusos e ou omissões praticados pelos integrantes das Forças Armadas também devem ser comunicados ao MPM. Da mesma forma, deve-se levar ao conhecimento do MPM as irregularidades e os danos relacionados ao patrimônio público (um dano a prédio do Exército), ao meio ambiente (a invasão de uma Área de Proteção Ambiental das FFAA), aos bens e direitos de valor histórico e cultural no âmbito da administração militar (a depredação de um monumento militar).
    COMO DENUNCIAR?
    Não há a necessidade de advogados ou procurações para falar com o Ministério Público Militar. Qualquer cidadão pode entrar em contato direto com o MPM, os canais são os seguintes:

    a Ouvidoria do MPM pode ser acionada eletronicamente, na página do MPM, pelo telefone 0800 021 7500 (ligação gratuita), ou fisicamente, no endereço: Av. Presidente Vargas, 522 – 10º andar – Centro
    CEP 20071-000 – Rio de Janeiro – RJ;
    o Serviço de Informação ao Cidadão – SIC, disponível na página eletrônica do MPM, também pode ser solicitado para encaminhamento de denúncias;
    as Procuradorias de Justiça Militar – 14 Procuradorias de Justiça Militar, além da Procuradoria-Geral de Justiça Militar, estão distribuídas pelo território nacional. Veja, no botão Procuradorias, na barra superior dessa página, aquela cuja a área geográfica de atuação corresponde à sua localidade e entre em contato, seja pelo telefone, seja pessoalmente.

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      • 18/05/2018 em 15:59
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        MPM chibata de General! Justissa militar!

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    • 18/05/2018 em 15:32
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      “Os métodos de fraudes são os mais variados e recorrentes em qualquer órgão público, mas sobretudo nos quarteis onde via de regra prevalece o “R – quero” (gíria militar para definir que se o comandante quer, que se providencie de qualquer jeito, custe o que custar, e sem as digitais dele…isso é obvio). Já imaginou um país inteiro governado por homens assim? Basta ver o recente caso revelado de Geisel… ele “não sabia de nada… as coisas aconteciam sem ele saber…”. Nada mudou… só os tempos; nunca as práticas.” Concordo plenamente, as maiores sujeiras estão debaixo dos “salão de honras” e é determinado pelo comando, mas quando o bicho pega sempre querem se livrar e botar a culpa em alguém “praça”! Pracinhas da inteligência são capitães do Mato!

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  • 29/04/2018 em 23:51
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    Faltou apenas dar nomes aos “bois”.

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  • 30/04/2018 em 18:56
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    Também não acredito mas quando aciona pessoal fica com as barbas de molha e diminuem os abusos sensivelmente.

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  • 19/05/2018 em 08:37
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    “Até os militares jovens de hoje em dia precisam se interessar pra refletirem sobre que tipo de ordens ilegais podem vir a receber do conando e refletir: “eu cumpriria uma ordem dessas? eu ponderaria sobre isso? posso realmente confiar no meu comandante ou ele vai jogar a culpa nas minhas costas quando as coisas fugirem do controle? o Estado e as leis e a sociedade da qual faço parte me apoiam quando tenho de agir em situações extraordinárias ou serei execrado e largado aos leões quando tudo se acalmar? E ainda tem um aspecto muito importante: eu ganho o bastante pra custear um bom advogado caso as coisas se voltem contra mim ou vou depender de defensor público?” Portanto, não acredito na justissa militar, haja vista que estão denunciando auxiliares do rol, estes sem nenhum poder de decisão, e deixando o próprio rol de fora, acreditem Srs é real isso.

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