Mourão discorda do Cmte do Exército e fala que não há risco de politização dos quartéis

Publicado em 13 novembro, 2018 5:35 am

A Coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo informa que o general Hamilton Mourão, vice-presidente eleito na chapa de Jair Bolsonaro (PSL-RJ), descarta qualquer risco de politização dos quartéis durante o novo governo —a hipótese é admitida pelo atual comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas. Em entrevista à Folha, Villas Bôas disse que sempre é possível que “interesses pessoais venham a penetrar” no ambiente militar, o que seria um “risco sério”. “Não concordo”, diz Mourão. “As Forças Armadas vão continuar como sempre estiveram”.

De acordo com a publicação, as declarações de Villas Bôas incomodaram o STF (Supremo Tribunal Federal). O general disse que o Exército passou por um momento delicado quando a corte votou (e rejeitou) o habeas corpus que evitaria a prisão de Lula. Na época, o general fez declarações contra a “impunidade”. Agora, diz que sua preocupação era com a “estabilidade” e afirma: “É melhor prevenir do que remediar”. As frases foram entendidas como uma insinuação de que o Exército poderia ter feito algum tipo de intervenção se Lula ficasse solto. Alguns magistrados trocaram mensagens entre si lembrando a manifestação do decano do tribunal, Celso de Mello, no julgamento do habeas corpus, em que repeliu o pronunciamento do general.

Sem citar Villas Bôas, ele então disse que, em situações graves, “costumam insinuar-se” pronunciamentos “que parecem prenunciar a retomada, de todo inadmissível, de práticas estranhas (e lesivas) à ortodoxia constitucional, típicas de um pretorianismo que cumpre repelir”. Mello disse ainda que as declarações lembravam a de Floriano Peixoto, no século 19: “Se os juízes concederem habeas corpus aos políticos, eu não sei quem amanhã lhes dará o habeas corpus de que, por sua vez, necessitarão”. Questionado, o general Mourão também comentou o fato. Se Lula seguisse solto, diz ele, “seria um ato unilateral do STF. Haveria uma revolta no conjunto da nação. Mas a decisão teria que ser aceita”, completa a Folha.

O general da reserva Hamilton Mourão (PRTB), vice de Jair Bolsonaro (Exército Brasileiro/Divulgação)

2 comentários em “Mourão discorda do Cmte do Exército e fala que não há risco de politização dos quartéis

  • 13/11/2018 em 21:13
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    “A farda não abafa o cidadão no peito do soldado!”. O Soldado deve ser politizado, para evitar estar do lado injusto da guerra e apoiar tiranos!

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  • 14/11/2018 em 10:50
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    Quem não conhece a história, sempre cai no ciclo vicioso e cometem os mesmos erros do passado, vejamos, no regime militar foi implantado a idade limite, para evitar os generais que não queriam largar o osso e morrer no posto (poder)! É coerente a questão da idade limite em razão da endurance física, pois o soldado tem que estar em condições de lutar, além de realizar tarefas básicas de soldado (TFM, Escala de Sv, marchas, operações no terreno… etc) e não apenas ser um mero burocrata (funcionário público)!

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